Textos diversos


A esperança na criança

Fico a espera de nascer
Fico a espera de conhecer minha casa nova
Fico a espera de comer comida de gente grande
Fico a espera de deixar as fraldas
Fico a espera de andar e alcançar as coisas
Fico a espera de um beijinho de boa noite
Fico a espera de ouvir outra vez a mesma história
Fico a espera de alguém para brincar
Fico a espera de ir para escola
Fico a espera do meu aniversário
Fico a espera de aprender a ler, escrever e fazer conta de cabeça
Fico a espera que o dente da frente caia
Fico a espera que os dentes nasçam
Fico a espera de ir para a outra turma
Fico a espera de ir para outra escola

Fico a espera de crescer
Tenho medo de crescer!
Mas também tenho coragem para isso porque quero ser exatamente como esses aí, que já cresceram o bastante, para saber e avaliar o quê é melhor para mim.
O quê é melhor para mim?
De fato não sei precisar, terei que experimentar muitas coisas ainda
Mas
Por enquanto, o que sei é que
O melhor para mim é estar o maior tempo que posso ao lado das pessoas que me amam e que cuidam de mim.
Essa é para mim a melhor coisa
E, claro, a mais esperada!

Eu, às vezes, pulo alto como um canguru ao lado do seu amigo

Eu, às vezes, me encolho como um tatu bolinha quando quer abrigo

Eu, às vezes, sou tranqüila como uma joaninha na plantação

Eu, às vezes, me agito como um mico leão

Eu, às vezes, tenho medo como um gato com pêlo arrepiado

Eu, às vezes, tenho coragem como um rato, quando quer o queijo que está guardado

Eu, às vezes, sou forte como um elefante em seu caminho

Eu, às vezes, sou frágil como um passarinho em seu ninho

Eu, às vezes, obedeço como uma formiga que em fila passou por aqui

Eu, às vezes, não obedeço e saio como um bem te vi, por aí

Eu, às vezes, faço barulho como uma cigarra no verão

Eu, às vezes, fico em silêncio como uma girafa e seu irmão

Eu, às vezes, fico alegre como uma borboleta no jardim

Eu, às vezes, fico triste quando não olham para mim.

E você, às vezes, com que bicho se parece?

Me perguntaram de quem é o pé diante do sol. Então segue uma definição sobre mim e o pé Sobre os caminhos que meus pés incansavelmente trilham.

Li uma vez em livro do meu amado, Paulo Freire que: a cabeça pensa onde os pés pisam!
 
Então meus pés miram-se no sol! Apontados para eles, seguem viagem!

Quer saber um pouco mais sobre o que esses pés “apémentados” carregam na bagagem? lá vai:

Tenho um pé bem de moleque, outro pé bem na lua. Profunda conhecedora de assuntos “périféricos”, que pouco “pérpassam” a órbita exata dos assuntos relevantes em questão. Atualmente tenho ocupado meus “pénsamentos” em comprovar uma tese: Ter minhocas na cabeça é bom, porque fertiliza.

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Olá QueriLindos,

Estou lendo o livro de Jonas Ribeiro. Colcha de leituras… Unindo amores. Alinhavando leitores…
Fala sobre o leitor… comecei a divagar… que…
Quem lê, fica mais gente.
Quando a gente lê, a gente toma banho.
Um banho de palavras… não existe banho de sol, banho de chuva, banho de lua, banho de mar, banho de espuma…?
Creio que banho de palavras é igualmente coberto de sentidos

Bom…
Mas aí…
Eu escrevo hoje para vocês para compartilhar o que li na introdução…
Achei tão lindo, mas tão lindo que penso que seria bobagem não passar adiante tamanha carícia…
boas leituras
boas viagens

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