Linha condutora
trilhando
teias
tendas
redes em rendas
Quem conta um conto
amplia um ponto
Quem tece um ponto
encontra uma nova possibilidade
Quem costura o possível
compartilha fio a fio
A vida.
Fevereiro 22, 2009
Linha condutora
trilhando
teias
tendas
redes em rendas
Quem conta um conto
amplia um ponto
Quem tece um ponto
encontra uma nova possibilidade
Quem costura o possível
compartilha fio a fio
A vida.
Fevereiro 22, 2009
Fevereiro 22, 2009
Aprendi que
escrever abre as linhas de raciocínio,
cantar espanta o mal,
reconhecer onde dói, faz buscar a cura
dançar dá movimento
falar aproxima
andar descalço conecta
um bom porre, de um bom vinho, dá sabor à vida,
rir de si mesmo, nos enche de coragem e aceitação,
chorar, alivia e acalma a alma.
Fevereiro 22, 2009
Fevereiro 22, 2009
Fevereiro 22, 2009
A esperança na criança
Fico a espera de nascer
Fico a espera de conhecer minha casa nova
Fico a espera de comer comida de gente grande
Fico a espera de deixar as fraldas
Fico a espera de andar e alcançar as coisas
Fico a espera de um beijinho de boa noite
Fico a espera de ouvir outra vez a mesma história
Fico a espera de alguém para brincar
Fico a espera de ir para escola
Fico a espera do meu aniversário
Fico a espera de aprender a ler, escrever e fazer conta de cabeça
Fico a espera que o dente da frente caia
Fico a espera que os dentes nasçam
Fico a espera de ir para a outra turma
Fico a espera de ir para outra escola
Fico a espera de crescer
Tenho medo de crescer!
Mas também tenho coragem para isso porque quero ser exatamente como esses aí, que já cresceram o bastante, para saber e avaliar o quê é melhor para mim.
O quê é melhor para mim?
De fato não sei precisar, terei que experimentar muitas coisas ainda
Mas
Por enquanto, o que sei é que
O melhor para mim é estar o maior tempo que posso ao lado das pessoas que me amam e que cuidam de mim.
Essa é para mim a melhor coisa
E, claro, a mais esperada!
Fevereiro 22, 2009
Eu, às vezes, pulo alto como um canguru ao lado do seu amigo
Eu, às vezes, me encolho como um tatu bolinha quando quer abrigo
Eu, às vezes, sou tranqüila como uma joaninha na plantação
Eu, às vezes, me agito como um mico leão
Eu, às vezes, tenho medo como um gato com pêlo arrepiado
Eu, às vezes, tenho coragem como um rato, quando quer o queijo que está guardado
Eu, às vezes, sou forte como um elefante em seu caminho
Eu, às vezes, sou frágil como um passarinho em seu ninho
Eu, às vezes, obedeço como uma formiga que em fila passou por aqui
Eu, às vezes, não obedeço e saio como um bem te vi, por aí
Eu, às vezes, faço barulho como uma cigarra no verão
Eu, às vezes, fico em silêncio como uma girafa e seu irmão
Eu, às vezes, fico alegre como uma borboleta no jardim
Eu, às vezes, fico triste quando não olham para mim.
E você, às vezes, com que bicho se parece?
Novembro 24, 2006
Me perguntaram de quem é o pé diante do sol. Então segue uma definição sobre mim e o pé Sobre os caminhos que meus pés incansavelmente trilham.
Li uma vez em livro do meu amado, Paulo Freire que: a cabeça pensa onde os pés pisam!
Então meus pés miram-se no sol! Apontados para eles, seguem viagem!
Quer saber um pouco mais sobre o que esses pés “apémentados” carregam na bagagem? lá vai:
Tenho um pé bem de moleque, outro pé bem na lua. Profunda conhecedora de assuntos “périféricos”, que pouco “pérpassam” a órbita exata dos assuntos relevantes em questão. Atualmente tenho ocupado meus “pénsamentos” em comprovar uma tese: Ter minhocas na cabeça é bom, porque fertiliza.
Novembro 23, 2006
O silêncio tem muitas moradas.
Quando é outono em nós,
fica ali, bem exatamente,
naquele lugar
onde tudo se dissolve.
Há nesta casa um oceano
de profundos e sonoros segredos
que dizem sim e lêem a vida.
Quando a maré no seu vai e vem
Vai desfolhando onda por onda
Vem esvaziando-se e enchendo
de sal, de sul, de só silêncios.
Seu endereço é entre
Entre nós
É lá, exatamente lá
Que todo ruído em mim
Espantosamente se aquieta.
Novembro 21, 2006
Olá Amigos,
Escrevi este texto a partir da insistência de uns amigos, que me convenceram a deixar isso registrado para não perder nas lembranças do tempo. Então fiz. Agora compartilho com vocês.
O texto é uma prosa na verdade sobre uma história que vivi com o escritor Rubem Alves, os fatos são todos verdadeiros a forma de contar é que beiram o realismo fantástico, porque achei que simplesmente narrar os fatos perderia o brilho de toda a emoção com a qual me envolvi neste percurso.
Boa leitura
Beijos,
Deyse
Para Vanessa, Helena e Jorge, que assopraram essas idéias.
Para Mauro, Myrna, Eliane e Si, sempre os primeiros a saber.
Para Climene, a professora que acrescenta pitadas de sal.
Para Ivonete, Dayse, Suzana e “Paty” que se alimentaram também.
Para Rubem Alves que apimentou tudo!